CARLOS LEMOS
PERFIL

Carlos Lemos nasceu no Rio de Janeiro, em 28 de agosto de 1929. Iniciou sua carreira jornalística como estagiário da Tribuna da Imprensa, em 1955. Paralelamente, trabalhou nas revistas Manchete, Maquis e Revista da Semana. Em 1957, foi para o Jornal do Brasil, que passava por uma renovação sob a direção do editor Odylo Costa, Filho. Nesse jornal, assumiu a chefia do setor de Esportes, que passou a editar junto com Jânio de Freitas e Célio de Barros.

No Jornal do Brasil, Carlos Lemos coordenou as coberturas das Copas do Mundo de 1958, 62, 66 e 70. Nos 25 anos em que trabalhou no jornal, passou por todas as editorias, foi chefe de reportagem, pauteiro, editor do caderno de automóveis, chefe do copidesque, secretário de redação e chefe de redação por nove anos.

Em dezembro de 1973, na mesma época em que o editor-chefe Alberto Dines, deixou o jornal e foi deslocado para o projeto televisivo do JB. Passou o ano de 1974 em Londres, estudando televisão na BBC. No entanto, ao voltar, o projetou não prosperou. Com isso, Lemos assumiu, em fevereiro de 1975, a superintendência das rádios JB AM e JB FM, no lugar de José Antônio Nascimento Brito, que fora estudar nos EUA.

Comandou a expansão da cadeia de rádios FM, entre elas, a Rádio Cidade, em Niterói, o segundo canal da JB no Rio, que incorporou o noticiário à sua programação, inovando a linguagem radiofônica. Em função disso, Carlos Lemos ganhou o Prêmio Comunicação, concedido pela Associação Brasileira de Propaganda, e a Rádio Cidade foi indicada como veículo do ano. Aos poucos, as emissoras de frequência modulada copiaram seu estilo.

Em 1o de junho de 1982, aos 52 anos, Carlos Lemos assumiu a diretoria geral do Sistema Globo de Rádio, ficando os setores de comercialização, jornalismo, programação e técnica sob sua responsabilidade. Posteriormente, Carlos Lemos unificou a administração, a engenharia e a programação das emissoras de rádio pertencentes às Organizações Globo em todo o país a partir da central carioca. Ao todo, eram 17 emissoras de AM e FM, que cobriam as cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Recife, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, João Monlevade, Petrópolis, Teresópolis e Barra do Piraí.

Carlos Lemos tornou as estações FM mais populares e criou centrais de produção para vender produtos do Sistema Globo de Rádio às emissoras do interior. Em 1984, recebeu o Prêmio Torre concedido aos profissionais de rádio e televisão que mais se destacaram no ano anterior. Sob sua gestão, as emissoras do Sistema Globo passaram a ocupar os primeiros lugares na audiência. Entre outros, o programa Globo no Ar foi premiado na categoria jornalismo radiofônico.

Foi subeditor, chefe de redação e, a partir de maio de 1985, diretor de redação da sucursal do jornal O Globo em Brasília. Em 1991, tornou-se diretor da Agência Globo. Depois disso, trabalhou na BR Consultoria Comunicação e Marketing, no Rio. Em 1997, passou a ser consultor de comunicação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Morreu em 07 de dezembro de 2015, em sua casa, no Rio de Janeiro.