GENETON DE MORAES NETO
PERFIL

Geneton Moraes Neto nasceu em 1956, no Recife, onde viveu durante toda a sua infância. Seu primeiro contato com a atividade jornalística foi na adolescência: aos 13 anos, enviava suas matérias produzidas na escola para o “Junior”, suplemento infantil do Diário de Pernambuco. O estilo de escrita de David Nasser serviu, naquela época, de inspiração para a redação daqueles primeiros artigos. Tendo conhecido os textos de Geneton para o suplemento infantil, o então editor do Diário de Pernambuco acabou o convidando para escrever matérias profissionalmente. Assim, o jovem se tornou repórter aos 16 anos, cobrindo em uma de suas primeiras reportagens os maus tratos sofridos por pacientes de um hospício em Pernambuco.

Logo em seguida, o jornalista começou a trabalhar para a sucursal nordeste de O Estado de S. Paulo. Aí permaneceu entre 1975 e 1980 e teve a oportunidade de cobrir fatos de relevo para o cenário político nacional, incluindo o retorno ao Brasil dos exilados pelo regime militar.

Paralelamente às experiências em jornais, Geneton também fazia parte do movimento “Super 8”, um projeto de realização de filmes com características inovadoras, revolucionando a estrutura dos filmes da década de 1970.

Em 1980, Geneton decidiu ir morar em Paris, junto a um amigo que já se encontrava lá. Não abandonou o jornalismo totalmente, enviava esporadicamente reportagens para o Diário de Pernambuco. Mas concentrou-se em outras atividades, trabalhou como camareiro e motorista, a fim de se sustentar. Foi na França, que ele despertou interesse também pelo cinema, estudando durante um curto período de tempo a matéria na faculdade de Sorbonne, além de ter conhecido Glauber Rocha.

Em 1985, o jornalista retornou ao Brasil e começa a trabalhar na Rede Globo Nordeste, como editor e repórter, até ser convidado, por um amigo para trabalhar na sede da Rede Globo, no Rio de Janeiro. Na televisão, passou por experiências diversificadas: foi editor-executivo do Jornal da Globo e do Jornal Nacional, correspondente da GloboNews e do jornal O Globo ( em Londres) e repórter e editor-chefe do Fantástico por duas vezes, lugar no qual se encontra até hoje.

O jornalista já entrevistou diversas personalidades nacionais e internacionais, entre elas cabe citar: Nelson Rodrigues, Woody Allen, Carlos Drummond de Andrade, Paul Johnson, Chico Buarque, como alguns dos mais importantes. Além de reportagens, entrevistas e artigos, Geneton Moraes Neto é, também, autor de livros, entre eles Caderno de Confissões Brasileiras (1983); Cartas ao Planeta Brasil (1988); Hitler/Stalin: O Pacto Maldito, em parceria com Joel Silveira (1990); Dossiê Drumond (1994); Dossiê Moscou (2004); Dossiê Brasília (2005); Dossiê Gabeira: o filme que nunca foi feito (2012) entre outros. Suas obras se baseiam, principalmente, em sua experiência no jornalismo.

No ano de 2010, Geneton foi contemplado com o Prêmio Embratel de Jornalismo na categoria Televisão, pelo trabalho de entrevistas realizado no programa Dossiê Globo News.

Morreu aos 60 anos, em 22 de agosto de 2016, no Rio de Janeiro, vítima de um aneurisma.