JOÃO MÁXIMO
PERFIL

João Máximo Ferreira Chaves nasceu em Nova Friburgo, no Estado do Rio de Janeiro em 29 de maio de 1935. O pai Petrônio Ferreira Chaves e a mãe Dirce Penna Ferreira Chaves vieram morar no Rio de Janeiro em 1938.

João Máximo fez o antigo primário no colégio Batista e no Instituto Lafayette, na Tijuca. É formado em Odontologia pela Faculdade Nacional, atual UFRJ. No quarto ano de faculdade, foi diretor do Departamento de Esportes do Grêmio Estudantil e passou a escrever crônicas dos jogos do time de futebol.

João ingressou como estagiário na Tribuna da Imprensa no final de 1960, por indicação do seu primo, o jornalista Zuenir Ventura. Exerceu, por um tempo, a profissão de dentista paralelamente com a de repórter esportivo da edição vespertina da Tribuna e foi redator da rádio Continental. Em agosto de 1962, abandonou a odontologia e foi trabalhar no Jornal dos Sports, com Maurício Azedo na chefia de redação.

Em 1963, recebeu um convite para trabalhar no Jornal do Brasil e abandonou, gradativamente, os demais empregos nas empresas jornalísticas. Dois anos depois, requereu ao Ministério do Trabalho o registro como jornalista profissional para poder cobrir a Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra. À época, os jornalistas profissionais sindicalizados tinham um desconto de 50% nas passagens aéreas, barateando o custo do jornal.

No Jornal do Brasil, João Máximo ganhou o Prêmio Esso de jornalismo de 1967 com a reportagem Futebol Brasileiro: o Longo Caminho da Fome e da Fama. A matéria mostrava, com base em depoimentos médicos, as dificuldades dos clubes de futebol brasileiros em transformarem os meninos desnutridos vindos das camadas mais pobres da população em atletas saudáveis. Em função do prêmio, foi convidado para se editor da História Ilustrada do Futebol Brasileiro, uma edição de quatro volumes publicados pela editora paulista Edibrás.

Em 1969, João Máximo foi convidado para ser o editor de esportes do Correio da Manhã. Máximo montou sua equipe com jovens jornalistas como Fernando Calazans, Márcio Guedes e José Trajano. Adotou uma linha editorial de oposição à ditadura e de apoio ao jornalista João Saldanha, que deixou de ser o técnico da Confederação Brasileira de Desportos por se recusar a acatar as intervenções dos militares na definição da seleção nacional de futebol. Chefiou pelo jornal a cobertura da Copa do Mundo de 1970, quando o Brasil foi tricampeão mundial de futebol.

Após o fim do Correio da Manhã, trabalhou em diversas publicações da Bloch Editores: Manchete, Fatos e Fotos, Enciclopédia Bloch, Ele & Ela e Pais & Filhos. Permaneceu no Jornal do Brasil e levou para o jornal boa parte da sua equipe de jornalistas esportivos do Correio da Manhã. Ficou na editoria de esportes do JB até 1976. A partir daí passou a alternar a editoria de esportes com a do Caderno B, onde atuava como editor e crítico musical. Em 1986 voltou a comandar a editoria de esportes do jornal.

Depois, trabalhou como repórter e colaborador de O Globo para a editoria de esporte e para o Segundo Caderno. Permanece até hoje prestando serviços ao jornal, principalmente para o esporte, como pessoa jurídica.

João Máximo publicou nos anos 1960, com Marcos de Castro, o livro Gigantes do Futebol Brasileiro e em 1977, pela revista Placar, da editora Abril, uma série de fascículos semanais contando a história das dez copas do mundo. Escreveu ainda Noel Rosa – uma biografia com Carlos Didier, pela Editora UNB, em 1990 e dois títulos para a coleção Perfis do Rio: João Saldanha, sobre nuvens de fantasia e Paulinho da Viola – sambista e chorão.

Ele trabalhou como consultor-sênior, no Museu do Futebol, em São Paulo e, semanalmente, escreve para ESPN Brasil.